segunda-feira, 24 de abril de 2017

Reféns da mediocridade cultural

Quando a mídia conseguiu empurrar as breguices para jovens, pessoas ricas e pessoas formadas em faculdade, acreditava que estava tirando a breguice das mesmas, além de dar um banho de loja e vender como novidades da "cultura superior". É como se do nada uma coisa deixasse de ser ruim, sem mudar suas características, só porque teve a adesão de gente "gabaritada", em seu apoio. Nada disso.

Os tempos atuais representam a Era dos Sem-noção, onde o discernimento é substituído pela confiança cega em conceitos prontos e pessoas prestigiadas, mesmo que estas estejam erradas em seus pontos de vista. É observada em vários setores da humanidade, principalmente na manutenção de muitos erros e problemas que estamos cansados de ver por aí. E claro, uma época tão imbecil merecia sua trilha sonora igualmente imbecil.

É de se lamentar que muita gente que deveria estar ouvindo musicas mais evoluídas tenham aderido alegremente à cilada da música "de povão", feita antigamente para os prostíbulos mais vagabundos e hoje "elevados" ao posto de "música superior" e "música do século XXI". parece que para a população, seriedade virou uma exclusividade de trabalho, estudo e pagamento. Nos momentos de lazer, a ordem é: "quanto mais idiota melhor". Ser idiota virou sinônimo de ser felicidade e se alguém questionar isso, é punido com estrondosas vaias.

Isso aconteceu com o surgimento dos novos ricos e agora com a "nova classe média", quando as pessoas de nível, para não ficarem sozinhas diante da ralé que invadia os seus redutos, resolveu, ao invés de educá-los, aceitar suas aberrações culturais como "evolução" e difundir isso para todos os cantos, mediocrizando a sociedade como um todo.

E justamente com essa adesão de gente "de nível" à mediocridade cultural (dando a ilusão que a adesão de gente "evoluída" embute "qualidade" e "sofisticação" a tudo que é ruim), acaba tornando esta medida um problema crônico que só estraga a cultura e a mentalidade dos brasileiros, fazendo muita gente boa fazer papel de otário, cometendo gafes imperceptíveis. Até porque gafes cometidas por multidões não são consideradas gafes.

Infelizmente  a sociedade caminha desta maneira, empobrecendo a cultura e adiando a evolução intelectual da população, cada vez mais presa na eterna infância, acreditando em falsos heróis e achando que paliativos são a solução definitiva dos problemas que, justamente por essa mentalidade, continuam se arrastando e arrastando tranquilamente, sem previsão de quando serão resolvidos.

Enquanto não amadurecermos, continuaremos reféns de toda essa mediocridade cultural que age como um câncer, destruindo um a um todos os nossos valores culturais, morais e principalmente, os intelectuais.

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