domingo, 10 de setembro de 2017

Ynstituto entra em férias


Por motivos de mudanças vamos ter que fazer uma pausa. Mas em breve voltaremos com novas postagens. Releiam os textos publicados, prestigiem e indiquem aos seus amigos. Desculpem pela espera e agradeço antecipadamente pela paciência. Voltaremos na melhor hora. Feliz 2018.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Eu sei como salvar o CD

Gozado, só eu pensei nessa ideia. Se tivessem posto em prática, as vendas dos CDs não teriam despencado.

Seria o seguinte: as gravadoras passariam a vender por encomenda. Ou seja, o cara entrava em contato direto com a gravadora (ela teria que disponibilizar meios de contato) e pedia para a um CD de um artista em que o comprador estivesse interessado. O cara teria que saber qual é a gravadora do CD desejado e a mesma fabricaria uma cópia só para ele, com garantia de venda, após o pagamento de um "sinal" (parte do valor pago antecipadamente como uma espécie de garantia para o vendedor).

Essa medida, inclusive, seria bastante vantajosa nas vendagens de artistas de menor popularidade, já que a gravadora mandaria fabricar apenas uma cópia destinada ao cliente que pediu. Isso facilitaria muito para mim adquirir a discografia de minha cantora favorita, a subestimada e saudosa Laura Nyro.

Essa medida poderia salvar o CD, já que garante a vendagem de um CD, além de satisfazer o fã que está ansioso por um título que ele não encontra nem em sebos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Fingir, para evitar exclusão social

Sociedade intolerante não permite negociação. Para vive nela temos que ceder bastante. Muitas vezes somos obrigados a abrir mão de prazeres e de pontos de vista para no minimo fingir uma concordância com as regras impostas ela coletividade para na sofrermos a exclusão que nos gere algum tipo de dano.

O Rio de Janeiro, cidade que é considerada a capital cultural do país tem uma das populações mais intolerantes do Brasil. O fato de ser uma capital cultural cia uma ilusão de perfeição na mente das pessoas que as faz donas da verdade e intolerantes a qualquer tipo de pensamento o atitude que vá contra as regras combinadas pela coletividade carioca. Se você é diferente, la vem algum tipo de crítica, ou na "melhor" das hipóteses, o desprezo.

Cariocas detestam diversidade. Gostam que pessoas se pareçam, ajam e pensem como um só. Foram os primeiros a lançar a moda da pintura padronizada nos ônibus, modismo que se estendeu por todo o país. O Elitismo também é bem forte no Rio, junto com o racismo. Branquelos estão em larguíssima vantagem na corrida pela conquista dos corações femininos.

E o futebol, humm... Quem não gosta de futebol, no Rio não somente é considerado ruim da cabeça como é tratado prior que ma caráter. Bandidos que gostam de futebol são melhor tratados que as boas pessoas que querem passar bem longe de estádios como o Maracanã. Infelizmente.

E aqui a religiosidade é altíssima. Católicos e protestantes, que no fundo sã a mesma coisa vivem disputando a tapa quem é o mas religioso no Rio de Janeiro. Ateus, que pretendiam viver longe dessa disputa são os primeiros a receber as pedradas vindo dela, sob acusações de mal-caratismo e de pacto com o diabo. Impressionante que ateus não acreditam nem em divindades do bem, nem em divindades do mal, ou seja, nem em Deus e nem no Diabo.

Mas viver numa sociedade padronizada e intolerante exige algumas condutas. O que fazer? Simples: finja que gosta de futebol e que tem uma religião. Mas escolha as menos populares para que não apareça a oportunidade de  ser desmascarado. 

Torcer pelo América e seguir o Budismo parece ser uma boa ideia. Você não fica fora da sociedade mas ao mesmo empo não compactua com as massas. Como a grade massa homogênea Tricolor-flamenguista-botafoguense-vascaína não se interessa pelo América, fique sossegado. Ninguém vai perguntar pelos resultados e pela escalação do impopular time.

E o Budismo? Legal que é uma religião não-fanática, quase intelectualizada, sem muitos rituais e que não acredita em Deus, embora tenha as suas divindades próprias. Ela e altamente altruísta, o que vai ajudar muito na imagem de boa pessoa a ser mostrada para a sociedade. E ainda por cima tem muitas gatinhas seguindo, o que serviria de oportunidade de realização afetiva.

Pelo jeito é essa atitude a tomar, se não quiser ser excluído da sociedade carioca. isso até que os cariocas aprendam futuramente - talvez da pior maneira - que não são donos da verdade, que não existem regras sociais rígidas e que as diferenças merecem ser respeitadas.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Música obscura pode ter influenciado "A Dança" da Legião Urbana

Estava procurando várias músicas do new wave oitentista para a minha coleção de mp3 quando me deparei com essa música aí. O nome da banda é Nova* (Camisinha???) e a música Some Simplicity (alguma simplicidade) e é de 1983, ano anterior ao álbum da Legião Urbana (e possível ano da demo-tape que tocou na Fluminense FM).

Peraí! O que a Legião Urbana tem a ver com isso?

Reparem na linha de baixo e na bateria eletrônica programada. cara, é A Dança cuspido e escarrado! Confiram e vejam se não é exatamente o que eu estou dizendo.

Não sei se a banda se inspirou de fato nesta música para criar A Dança. Mas a tentação em acreditar que sim é real. Ainda mais para alguém antenado à cultura alternativa, como Renato Russo.

Por isso que eu sempre gostei e gosto da Legião Urbana, minha banda brasileira favorita. Renato gostava de acumular boas referências culturais, principalmente as alternativas!

Ouça a "original" de A Dança aqui neste link.

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* NOTA: Não achei informações sobre a tal banda. No Wikipedia há três bandas com o mesmo nome, mas pelas informações descritas, nenhuma tem alguma relação com a desta música.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Fotos que parecem montagem mas não são

Estas fotos estranhas parecem montagem, mas não são. Foram tiradas em condições que favoreceram esses "truques", transformando as mesmas em quase obras de arte. Tente advinhar como foram tiradas. 

Veja a explicação de cada uma e mais fotos neste link.




quinta-feira, 24 de agosto de 2017

5 Versões que conseguem ser melhores que as originais

De repente, um compositor cria uma canção. Mas como ninguém é perfeito, ou ele, ou quem grava primeiro, se esquece de aperfeiçoar e o resultado não sai muito bom, ou no mínimo, mediano.

Aí chega outro cara grava a mesma canção e a transforma em algo agradável, para não dizer uma obra prima em alguns casos. Vejam aqui alguns casos de músicas em que a regravação consegue superar a original em qualidade.

1. Wherever I lay my hat (That's my home")

A música, composta e gravada originalmente por Marvin Gaye, pelo que sugerem as circunstâncias, era para ser uma canção bem sensível. Gaye tem muitas canções bem sensíveis em seu repertório e teve um estilo comovente de interpretar.

Mas não sei o que deu nele quando gravou esta música, que saiu como se fosse fundo musical de arranjos quase circenses como as músicas tocadas naqueles desfiles de Ação de Graças, com bandas marciais, cheerleaders com balizas e muitos carros alegóricos. Nada a ver com a letra de um cara que tranquilamente se sente em casa quando pode colocar o seu chapéu.

Em 1983, o soulman inglês Paul Young (aqui conhecido apenas por regravações, embora tivesse repertório próprio) consertou o erro e regravou a música como ela deveria ter sido quando criada: uma música lenta e sensível, com arranjo leve, tranquilo e comovente. Uma prova de que uma canção não raramente pode sair definitiva em uma segunda gravação.

Ouça a original neste link.



2. Girls just want to have fun

A original, gravada pelo próprio compositor, Robert Hazard, um new wave que parece um punk meio leve e com melodia quase caótica, soou meio estranha para uma canção que viria ser considerada um tema quase feminista pelo direito das mulheres se divertirem. A versão com Cyndi Lauper, além de ser mais gostosa de se ouvir, mais dançante, tem mais a ver com isso.

A versão soterrou tanto a original (o compositor virou um ilustre desconhecido) que esta caiu no esquecimento e a versão com Lauper se consagrou, sendo confundida como original por muita gente, além de ter gerado muitas regravações inspiradas na segunda versão.

Ouça a original neste link.



3. Borbulhas de Amor

Criada por um medíocre rumbeiro especialista em letras engraçadinhas de duplo sentido, o dominicano Juan Luiz Guerra, Burbujas de Amor nada tem de sensível. É lenta, mas combina mais com um clima semi-erótico do que com romantismo. Isso sem falar do coro medonho que acompanha e do jeito meio desajeitado de Guerra, que se comporta como se não não gostasse de cantar a música.

No Brasil, o cantor cearense Fagner, recebeu a missão de gravar uma versão em português da música e recebeu do poeta Ferreira Gullar (cuja obra literária tem qualidade consagrada) uma versão que foi denominada com a tradução do tema original. Foi uma verdadeira alquimia, pois a música ganhou o clima romântico que não tinha, além da letra muito mais elaborada e dos arranjos mais caprichados.

Ouça a original neste link.



4. Help

Os Beatles são a melhor banda de todos os tempos. Quase tudo que faziam estava acima da média. Mas na primeira fase, antes de 1966 a genialidade ainda não tinha aparecido. Apesar de ser uma belíssima canção, mesmo sendo rápida, em 1984, uma soulwoman contemporânea dos Beatles, Tina Turner, regravou a música de forma bem sensível e com a melodia radicalmente alterada. Parece outra música.

Na época, eu custei a perceber que era uma regravação da famosa canção escrita por John Lennon (e assinada junto com McCartney). Não que a original não fosse boa (se tratando dos Beatles, é certamente uma obra prima), mas Turner aperfeiçoou ainda mais, transformando-a em uma balada soul que reforça o pedido citado na letra.

Ouça a original neste link.



5. Unchained Melody

A música que foi gravada no início dos anos 60 e que foi incluída na trilha do filme romântico-místico Ghost, gravada pelo grupo vocal comportado Righteours Brothers (cujo um dos integrantes cantou o tema de Dirty Dancing, que teve o mesmo galã de Ghost, o falecido Patrick Swayze, que também era cantor) era bem piegas, típica das famílias comportadas do final dos anos 50, ainda dominantes na primeira metade da década seguinte. Uma baba.

Em 1988, a famosa banda U2, que como a maioria dos irlandeses e britânicos gostava de colocar raridades nos lados B de compactos, decidiu regrava-la para o lado B de All I Want is You, do documentário Rattle and Hum,  e a transformou em uma canção poderosa, sensível, com melodia impactante. A versão é muito melhor que a original e mostra a força da banda irlandesa, uma de minhas bandas favoritas, em regravar músicas de forma empolgada e definitiva.

Ouça a original neste link.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Lojas não repassam ao consumidor desconto com a supressão da caixa de CD

Vários CDs estão sendo relançados com horríveis embalagens de cartolina, que não duram e são excelentes para alimentar cupins.

Quem gosta de colecionar CDs como eu, deveria ter uma opção de comprar em caixas de plástico. Mas as gravadoras argumentam que as embalagens de cartolina barateiam o produto (além do não assumido protesto contra a pirataria, na convicção de que a maioria dos compradores de CDs não liga para as capas).

Só que quando vamos na loja, lá está o tal título com o mesmos 40 reais que teria se estivesse com a caixa de plástico. Ou seja, o desconto não foi passado ao usuário final.

É um prejuízo gordo para quem compra, já que além de ter que gastar os 40 no disco, tem que gastar cerca de um real por uma caixa e mais 5 reais no mínimo para imprimir uma cópia da capa para poder colocar direitinho na caixa.

As gravadoras deveriam fazer uma versão com caixa de plástico como opção para quem quer comprar neste formato e vender a de cartolina com redução de preço passada ao consumidor.

Se é para pagar 40 só pelo áudio, é melhor fazer o download de graça na internet e gravar em qualquer CD virgem. Sai muitíssimo mais barato.

Antigamente diziam que o freguês sempre tinha razão. Hoje isso não vale mais.

domingo, 20 de agosto de 2017

Jerry Lewis participou de filme brasileiro

Infelizmente, perdemos um dos maiores humoristas do mundo, Jerry Lewis, falecido de causas naturais aos 91 anos, segundo informações que temos até agora. Na minha infância vi, além de vários filmes em que atuou, produziu e escreveu, uma série de desenhos animados que a produtora Filmation (Archies, He Man, Missão Mágica), o que significa que de certa forma,Lewia marcou a minha infância.

Para homenagear o grande humorista no dia de seu falecimento, escolhi uma tremenda curiosidade: a participação de Jerry Lewis numa comédia brasileira, Até que a Sorte nos separe 2. Não consegui a cena em si, mas um micro-documentário sobre a participação dele no filme. O que é melhor, pois explica como é que conseguiram convencer um gigante do humor a participar de um filme de um país como o Brasil.

Lewis revive um personagem seu, o Bellboy, que protagonizou o filme O Mensageiro Trapalhão, de 1960, um carregador de mala atrapalhado que trabalha em um hotel de luxo. Lewis claro, está bem envelhecido no filme brasileiro, mas perfeitamente lúcido.

Para aceitar o papel, ele analisou a trama e após aceitar a participação, deu muitas sugestões de como seria a sua atuação no filme. O que foi devidamente acatado, pois Lewis era um mestre do humor e sabia o que estava fazendo.

Lewis morreu trabalhando, fazendo shows em turnês em teatros nos EUA, boa parte de stand up comedy. Mesmo morrendo em idade bem elevada, ele fará muita falta, pois quem viu seus filmes sabe de seu talento único para o humor. Valeu, Jerry Lewis. Hoje nosso sorriso fechou.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

10 vídeo-clipes estrangeiros filmados no Brasil

Ano passado, o Brasil se virou aos holofotes mundiais por organizar o evento esportivo mais importante do mundo, os Jogos Olímpicos. Por isso muita gente de fora veio para o Rio e a mídia estrangeira esteve atenta para o que aconteceu aqui.

Como estávamos recebendo muitos estrangeiros (hoje algo raro devido à desconfiança surgida após o golpe de 2016, que colocou o Brasil nas mãos de gente nada confiável), decidi mostrar por curiosidade vários vídeos musicais de intérpretes estrangeiros que foram filmados no Brasil. Não foram poucos, mas escolhi 10 para por aqui. Sinal que nosso país é excelente cenário para bons vídeos musicais.

1. U2 - Walk On



2. Friendly Fires - Kiss of Life



3. Natasha Bedingfield - These Words



4. Jimmy Cliff We All are One



5. Mick Jagger - Just Another Night



6. Paul Simon - The Obvious Child



7. John Legend - PDA



8. Gogol Bordello - Trascontinental Hustle



9. Millencolin - True Brew



10. Echo & The Bunnymen - The Game

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Hoje é o dia do Solteiro? Xiii...



Eu nem sabia que hoje era do dia do solteiro*!

Não me parabenizem pela data! Recuso qualquer homenagem neste dia!

Ainda mais vivendo em uma cidade cheinha de mulheres casadas e sem lugar adequado para paquerar.

Presentaço...

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* NOTA: Em tempos de concubinato (casamento sem oficialização), "solteiro" virou eufemismo para "solitário". A maioria acha "solitário" uma palavra deprimente, com sentido pejorativo e sugestões de baixa auto-estima. Bobagem.

Não importa a palavra, ficar sozinho é sempre ruim, pois o homem é uma animal social, feito para viver acompanhado. Culturalmente, nossa sociedade reforça essa vocação do ser humano e trata a vida em casal como sinônimo de felicidade, mesmo que isso não seja verdade.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Curiosidades sobre a banda Oingo Boingo

Nunca fui muito fã da banda Oingo Boingo, embora gostasse bastante de várias de suas músicas. Mas notei que a banda tem uma série de peculiaridades que achei bom colocar aqui como curiosidade. 

Veja a lista de fatos interessantes sobre esta banda norte-americana de new wave:

- A banda surgiu em 1972 como um grupo de teatro. A partir de 1978 se assume como banda música no estilo New Wave.

- O som da banda no início lembrava um Devo menos eletrônico.

- Era contratado da A&M Records. No meio dos anos 80 assinou com a MCA Records. Ambos os selos foram absorvidos pela Interscope Records, do famoso produtor Jimmy Iovine. O que significa que todo o catálogo da banda pertence ao acervo da Interscope.

- Esteve no projeto Urge!: A Music War, de 1980, com apresentações ao vivo dos nomes da New Wave da época, a maioria contratada por selos associados a A&M, que reuniu as apresentações em um álbum duplo. Police, Devo, XTC, Gogo's e Echo & The Bunnymen também cederam gravações para o projeto.

- Falando em XTC, a banda inglesa (e uma de minhas favoritas) inspirou a mudança de sonoridade do Oingo Boingo, além dos grupos de ska contratados pela 2Tone Records. Elfman gostava tanto dessas bandas quanto do XTC.

- A banda criou uma traição de tocar em festas de Halloween, hábito mantido por toda a carreira.

- O Oingo Boingo inspirou bastante a estética e sonoridade da banda brasileira Titãs, nos primórdios, algo nítido nos dois primeiros LPs.

- O gosto do hoje trilheiro Danny Elfman pelo cinema pode ter se iniciado com a composição de Weird Science para a trilha do filme de mesmo nome (no Brasil, Mulher Nota 1000). A música é até hoje o maior sucesso da banda no exterior.

- Entre 1989 e 1992, a banda foi altamente popular no Brasil, principalmente com a música Stay, o maior sucesso da banda no Brasil. Na época só se falava na banda, considerada "do momento". Depois disso, nunca mais se falou ou lançou algo sobre a banda no Brasil.

- Durante a fase de estouro brasileiro, a gravadora que então distribuía no Brasil o acervo da MCA criou uma coletânea exclusiva para o Brasil. O nome? Stay.

- Danny Elfman é o trilheiro favorito do cineasta Tim Burton. Quase todos os filmes do diretor tem a música de fundo composta pelo ex-líder do Oingo Boingo.

- A música que Elfman compõe para o cinema costuma destoar completamente do trabalho no Oingo Boingo, assemelhando mais a música erudita.

- A respeito do Oingo Boingo ter começado fazendo sonoridade parecida com o Devo, o líder deste, Mark Mothersbaugh, também virou trilheiro de sucesso. A diferença é que ele não usa influência da música erudita, sendo mais fiel a sonoridade de sua banda.

- A canção que as siamesas cantam no filme Big Fish, também de Burton, é de autoria de Danny Elfman.

- Na nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate, Elfman decidiu fazer uma homenagem a si mesmo e fez com que a nova canção cantada pelos Oompa Lumpas (Burton descartou a trilha da primeira versão) se parecesse com a sonoridade consagrada no auge do sucesso do Oingo Boingo.

- Em 2003, Danny Elfman se casou com a atriz Bridget Fonda, filha de Peter e sobrinha de Jane. Estão juntos até hoje.

- A banda Oingo Boingo acabou em 1995 e sua última apresentação foi numa festa de Halloween. Atitude coerente com seu passado.

- A partir deste ano de 2016, uma espécie de banda derivada, com o nome de Dance Party Boingo Oingo iniciará uma turnê, sem Elfman na formação.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Músicas para Lizzy Greene (e nada de teeny pop)


Em outro blogue assocado a este, eu me declarei hoje mesmo para a a atriz Lizzy Greene, oficializando como uma de minhas maiores paixões. Para comemorar, duas músicas que eu poderia ouvir com ela enconstadinha em mim.

Mas alto lá! Não pense que são duas dessas musiquinhas atuais onde fazem arremedo de disco music cantadas com vozes robotizadas por cantores quase pelados rodeados de uma multidão de dançarinos. Ele não é a Jade Pettyjohn  mas aqui vão dois clássicos do rock, que fazem referência involuntária à Lizzy Greene, de uma forma ou de outra.

O primeiro Dawn is a Felling, do Moody Blues, faixa do maravilhoso álbum Days of Future Passed, de 1967, um clássico absoluto que adoro bastante. Um álbum para ouvir todo. Dawn (Madrugada em português) é o nome da personagem de Lizzy no seriado Nicky Ricky, Dicky e Dawn e se traduzirmos o título levando em conta a personagem, diríamos que a bela Dawn é uma emoção!

O segundo é a belíssima The Sun Goes Down (ou Dawn, escolham!), uma música lenta e muito sensível de uma banda de rock pesado: a irlandesa Thin Lizzy. O nome da banda é uma referência ao apelido dado ao modelo de carro da Ford do início do seculo XX, mas também tem o belo nome da atriz (que na vida real é Elizabeth, com nome e trejeitos de rainha). Só que a nossa Lizzy não é nada "Thin" (magra), mostrando bem gostosa em aparições mais recentes.

Como bônus, um charmoso vídeo com a belíssima atriz cantando uma música natalina. E ela canta bem! Um vídeo para apaixonar!





quarta-feira, 7 de junho de 2017

A atriz consagrada por ser Wonder Woman e a atual intérprete são vencedoras em concursos de beleza

Recentemente foi lançado o filme solo da Mulher Maravilha (Wonder Woman). Depois de vários filmes decepcionantes produzidos pela DC, finalmente ouviram os conselhos e enfim soltaram um grande filme de herói da DC e com uma mulher como protagonista. Pelo trailer, não ha como decepcionar tanto pelas cenas de ação como pela beleza de maravilhosa atriz israelense Gal Gadot.

Quem tem mais de 40 anos como eu acompanhou um seriado com a mesma personagem, interpretada pela Lynda Carter, que tem beleza até no nome (e está linda até hoje). As duas se encontraram em evento recente e certamente devem ter lembrado que a Mulher Maravilha não é a única coisa em comum entre as duas.

Acontece que tanto Gal quanto Lynda são campeãs de concursos de beleza. Gal foi Miss Israel em 2004 e Lynda Carter venceu o Miss Mundo em 1972. Nada como saber que a heroína mais valente - e mais linda e gostosa - das HQs foi interpretada por duas misses, campeãs da beleza e do charme femininos.






segunda-feira, 29 de maio de 2017

Há esperanças! Miranda Kerr e Emmy Rossum se casam com homens com perfil antigo de nerd

A cultura nerd acabou e hoje ser nerd se trata mais de uma atitude momentânea (como ser roqueiro hoje em dia) feita por qualquer tipo de pessoa do que o perfil de uma tribo. Mas continuamos admirando os outrora rotulados nerds, hoje pertencentes a uma tribo sem nome, provisoriamente chamada de "loser".

Mas dois dos losers, desafiaram seu novo rótulo e acabaram fechando os corações de duas lindas mulheres, "amarrando o laço" com elas no mesmo final de semana.

A modelo australiana Miranda Kerr (a mais meiga e mais linda das modelos atuais) e a atriz Emmy Rossum (que sempre assumiu preferência por "losers"), casaram neste final de semana com seus respectivos noivos: Kerr com Evan Spegel, um dos fundadores do Snapchat e Rosum com Sam Esmail, idealizador do melhor seriado da atualidade, Mr. Robot.

Nenhum dos dois felizardos faz os perfis atleta, troglodita ou lenhador que costuma atrair mulheres com os níveis de beleza e gostosura de Kerr e Rossum, duas das mais desejadas mulheres da atualidade. Spegel e Esmail parecem meio desajeitados e com aspecto de fracotes, mesmo sendo Esmail um homem alto.

Tudo bem que os caras são profissionais consagrados e ganham bastante dinheiro. Mas elas também são (há suspeitas de que elas ganhem dinheiro mais que eles), não precisando da renda de seus companheiros. Aliás, era normal que homens desajeitados fossem rejeitados, mesmo tendo dinheiro. A maioria das mulheres tem pavor de passar o cotidiano com homens desajeitados e tímidos, mesmo que fosse em troca de joias caras e viagens a lugares distantes.

É uma esperança para caras desajeitados saberem que existem mulheres que topam se casar com desengonçados que em um passado um tanto remoto eram humilhados através do rótulo de "nerds".

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Reféns da mediocridade cultural

Quando a mídia conseguiu empurrar as breguices para jovens, pessoas ricas e pessoas formadas em faculdade, acreditava que estava tirando a breguice das mesmas, além de dar um banho de loja e vender como novidades da "cultura superior". É como se do nada uma coisa deixasse de ser ruim, sem mudar suas características, só porque teve a adesão de gente "gabaritada", em seu apoio. Nada disso.

Os tempos atuais representam a Era dos Sem-noção, onde o discernimento é substituído pela confiança cega em conceitos prontos e pessoas prestigiadas, mesmo que estas estejam erradas em seus pontos de vista. É observada em vários setores da humanidade, principalmente na manutenção de muitos erros e problemas que estamos cansados de ver por aí. E claro, uma época tão imbecil merecia sua trilha sonora igualmente imbecil.

É de se lamentar que muita gente que deveria estar ouvindo musicas mais evoluídas tenham aderido alegremente à cilada da música "de povão", feita antigamente para os prostíbulos mais vagabundos e hoje "elevados" ao posto de "música superior" e "música do século XXI". parece que para a população, seriedade virou uma exclusividade de trabalho, estudo e pagamento. Nos momentos de lazer, a ordem é: "quanto mais idiota melhor". Ser idiota virou sinônimo de ser felicidade e se alguém questionar isso, é punido com estrondosas vaias.

Isso aconteceu com o surgimento dos novos ricos e agora com a "nova classe média", quando as pessoas de nível, para não ficarem sozinhas diante da ralé que invadia os seus redutos, resolveu, ao invés de educá-los, aceitar suas aberrações culturais como "evolução" e difundir isso para todos os cantos, mediocrizando a sociedade como um todo.

E justamente com essa adesão de gente "de nível" à mediocridade cultural (dando a ilusão que a adesão de gente "evoluída" embute "qualidade" e "sofisticação" a tudo que é ruim), acaba tornando esta medida um problema crônico que só estraga a cultura e a mentalidade dos brasileiros, fazendo muita gente boa fazer papel de otário, cometendo gafes imperceptíveis. Até porque gafes cometidas por multidões não são consideradas gafes.

Infelizmente  a sociedade caminha desta maneira, empobrecendo a cultura e adiando a evolução intelectual da população, cada vez mais presa na eterna infância, acreditando em falsos heróis e achando que paliativos são a solução definitiva dos problemas que, justamente por essa mentalidade, continuam se arrastando e arrastando tranquilamente, sem previsão de quando serão resolvidos.

Enquanto não amadurecermos, continuaremos reféns de toda essa mediocridade cultural que age como um câncer, destruindo um a um todos os nossos valores culturais, morais e principalmente, os intelectuais.